top of page

Anorgasmia: por que não consigo ter orgasmo e como tratar

Foto do escritor: Carolina Braz
Carolina Braz
há 2 dias
12 min de leitura

Atualizado: há 15 horas

Mulher refletindo sobre anorgasmia e dificuldade para atingir o orgasmo

Você sente prazer durante o sexo, mas não consegue chegar ao orgasmo? Precisa de muito tempo ou de uma estimulação específica para conseguir? Já teve orgasmos, mas percebeu que isso deixou de acontecer?


Se você se identifica com essas situações, saiba que você não está sozinha.


A anorgasmia é uma dificuldade persistente ou recorrente para atingir o orgasmo, mesmo quando existe excitação e estimulação sexual suficientes. Ela pode acontecer de diferentes formas e pode afetar mulheres e homens, embora a anorgasmia feminina seja uma queixa bastante frequente na prática clínica.


Mais do que a ausência do orgasmo em si, essa dificuldade pode trazer frustração, ansiedade, vergonha, sensação de inadequação e dúvidas como:

"Será que existe algum problema comigo?"
"Por que eu sinto prazer, mas não consigo gozar?
"Por que consigo ter orgasmo sozinha, mas não consigo com meu parceiro?"
"Será que nunca vou conseguir ter um orgasmo?"

A boa notícia é que dificuldade para chegar ao orgasmo pode ser compreendida e tratada. O primeiro passo é entender o que está dificultando o acesso ao prazer.


O que é anorgasmia?


A anorgasmia é uma dificuldade persistente ou recorrente para atingir o orgasmo, acompanhada de sofrimento ou incômodo significativo.


Ela não significa simplesmente "não ter orgasmo durante a penetração". Isso é especialmente importante no caso das mulheres: não atingir o orgasmo apenas com a penetração vaginal não significa, por si só, que exista uma disfunção sexual.


Cada pessoa possui uma resposta sexual diferente, e o orgasmo pode depender de diferentes tipos de estimulação, tempo, contexto, segurança emocional e conhecimento do próprio corpo.


Por isso, antes de concluir que existe um problema, é importante compreender como, quando e em quais situações a dificuldade acontece.


"Eu sinto prazer, mas não consigo chegar ao orgasmo": isso é anorgasmia?


Pode ser, mas não necessariamente.


Algumas pessoas conseguem sentir desejo, excitação e prazer durante a atividade sexual, mas têm dificuldade para atingir o orgasmo. Outras apresentam pouca ou nenhuma sensação de prazer. Há ainda quem consiga ter orgasmo em determinadas situações, mas não em outras.


Por exemplo:


  • consegue ter orgasmo durante a masturbação, mas não durante o sexo com o parceiro;

  • consegue chegar ao orgasmo com determinada estimulação, mas não com penetração;

  • precisa de muito tempo para atingir o orgasmo;

  • costumava ter orgasmos e passou a apresentar dificuldade;

  • sente excitação, mas percebe que "trava" antes de chegar ao orgasmo;

  • sente ansiedade ou fica pensando se vai conseguir gozar;

  • tem dificuldade para se entregar ao prazer;

  • evita relações sexuais por medo de frustrar o parceiro;

  • sente vergonha de pedir ou orientar o tipo de estimulação de que precisa.


Essas diferenças são importantes porque o tratamento da anorgasmia precisa considerar a experiência individual de cada pessoa.


Anorgasmia feminina: uma dificuldade mais comum do que parece


Muitas mulheres passam anos acreditando que deveriam conseguir atingir o orgasmo naturalmente durante a relação sexual.


Algumas nunca tiveram um orgasmo. Outras já tiveram, mas passaram a apresentar dificuldade. Há também mulheres que conseguem chegar ao orgasmo sozinhas, mas não conseguem com o parceiro.


E, frequentemente, a dificuldade vem acompanhada de pensamentos como:


"Meu corpo não funciona direito."


"Será que meu parceiro não é bom o suficiente?"


"Será que eu estou fazendo alguma coisa errada?"


"Todo mundo consegue, menos eu."


Essas conclusões podem aumentar a ansiedade e a pressão durante o sexo, tornando ainda mais difícil prestar atenção às sensações e ao prazer.


A realidade é que não existe uma única maneira "correta" de atingir o orgasmo.


Conhecer o próprio corpo, compreender quais estímulos funcionam para você e conseguir comunicar suas necessidades são aspectos importantes da sexualidade.


Tipos de anorgasmia


A dificuldade para atingir o orgasmo pode aparecer de diferentes formas.


Anorgasmia primária ou ao longo da vida


A pessoa nunca experimentou um orgasmo, seja durante a masturbação ou com um parceiro.


Em alguns casos, pode estar relacionada à falta de conhecimento sobre o próprio corpo, dificuldade de identificar estímulos prazerosos, crenças negativas sobre sexualidade, vergonha, medo, ansiedade ou experiências anteriores.


Anorgasmia secundária ou adquirida


A pessoa já teve orgasmos anteriormente, mas passou a apresentar dificuldade para atingi-los.


Nesse caso, é especialmente importante investigar o que mudou.


A dificuldade pode surgir após alterações hormonais, mudanças na saúde, uso de determinados medicamentos, períodos de estresse, ansiedade ou depressão, experiências sexuais negativas, mudanças no relacionamento ou outras circunstâncias.


Anorgasmia situacional


A pessoa consegue atingir o orgasmo em algumas situações, mas não em outras.


Por exemplo:


  • consegue ter orgasmo durante a masturbação, mas não com o parceiro;

  • consegue com determinada forma de estimulação, mas não durante a penetração;

  • consegue em determinadas circunstâncias, mas não quando sente ansiedade ou pressão.


Esse padrão é bastante importante para a avaliação porque pode indicar quais condições favorecem ou dificultam o orgasmo.


Consulta médica sobre saúde sexual e hormonal

Por que não consigo ter orgasmo?


A anorgasmia raramente possui uma única explicação. Em muitos casos, existe uma combinação de fatores físicos, psicológicos, relacionais e comportamentais.


Fatores físicos e biológicos


Entre os fatores que podem interferir na capacidade de atingir o orgasmo estão:


  • alterações hormonais;

  • menopausa e outras mudanças hormonais;

  • algumas condições neurológicas;

  • alterações de sensibilidade;

  • dor durante a atividade sexual;

  • alterações do assoalho pélvico;

  • algumas doenças crônicas;

  • cirurgias ou tratamentos que afetem a região pélvica;

  • uso de determinados medicamentos.


Antidepressivos, especialmente alguns medicamentos da classe dos ISRS, podem interferir na função sexual e dificultar o orgasmo em algumas pessoas.


Quando existe suspeita de uma causa física ou medicamentosa, é importante realizar avaliação médica. A medicação não deve ser interrompida ou modificada sem orientação do profissional responsável.


Fatores psicológicos


A mente também participa diretamente da resposta sexual.


Ansiedade, estresse, depressão, baixa autoestima, dificuldade de concentração nas sensações corporais e preocupação excessiva com o próprio desempenho podem interferir na capacidade de se entregar ao prazer.


Durante o sexo, por exemplo, a pessoa pode estar pensando:


"Será que eu vou conseguir?"

"Está demorando demais."

"Meu parceiro vai perceber."

"Ele vai achar que não gosto dele."

"Preciso chegar ao orgasmo logo."


Quando a experiência sexual se transforma em uma espécie de teste de desempenho, fica mais difícil permanecer conectada às sensações do corpo.


Crenças e educação sexual


A forma como aprendemos a enxergar o sexo também influencia nossa relação com o prazer.


Crenças como:


  • "sexo é algo errado";

  • "mulher direita não deve demonstrar desejo";

  • "sentir prazer é egoísmo";

  • "masturbação é vergonhosa";

  • "eu deveria conseguir gozar apenas com a penetração";

  • "se eu precisar ensinar meu parceiro, significa que ele não me deseja";


podem contribuir para vergonha, culpa e dificuldade de se permitir experimentar o prazer.


Falta de conhecimento sobre o próprio corpo


Muitas pessoas nunca tiveram oportunidade de descobrir o que realmente lhes proporciona prazer.


Isso pode acontecer por vergonha, educação sexual restritiva, falta de informação ou simplesmente porque nunca houve espaço para explorar o próprio corpo sem cobrança.


Conhecer as próprias sensações não significa "aprender uma técnica para conseguir gozar". Significa desenvolver maior consciência corporal e compreender o que favorece — e o que interrompe — sua resposta sexual.


Fatores relacionais


A qualidade da relação também pode influenciar a experiência sexual.


Conflitos, ressentimentos, falta de comunicação, dificuldade de falar sobre desejos e medo de decepcionar o parceiro podem criar um contexto no qual o sexo fica associado à cobrança e ao desempenho.


Isso não significa que seja necessário estar em um relacionamento perfeito para ter orgasmo. Significa apenas que o contexto emocional e relacional pode facilitar ou dificultar a experiência sexual.


Não consigo ter orgasmo com meu parceiro, mas consigo sozinha. O que isso significa?


Essa é uma situação bastante comum e não significa necessariamente que exista um problema no relacionamento ou que você não sinta atração pelo parceiro.


Na masturbação, você possui controle sobre ritmo, pressão, velocidade, intensidade, posição e tipo de estímulo. Além disso, pode estar mais livre da preocupação de "performar" ou de corresponder às expectativas de outra pessoa.


Na relação sexual, por outro lado, podem aparecer fatores como ansiedade, vergonha, dificuldade de comunicação, preocupação com o parceiro ou interrupções na concentração sobre as próprias sensações.


Por isso, essa diferença entre masturbação e sexo a dois é uma informação clínica importante — e pode ajudar a direcionar o tratamento.


Não consigo gozar durante a penetração. Tenho anorgasmia?


Não necessariamente.


O orgasmo feminino não precisa acontecer por meio da penetração vaginal para que a resposta sexual seja considerada normal.


Para muitas mulheres, a estimulação do clitóris desempenha um papel fundamental na obtenção do orgasmo. Portanto, não atingir o orgasmo exclusivamente com a penetração não é, por si só, sinal de uma disfunção sexual.


O que merece atenção é quando existe dificuldade persistente para atingir o orgasmo em situações nas quais a pessoa gostaria de conseguir, especialmente quando isso provoca sofrimento ou frustração.


Como é feito o diagnóstico da anorgasmia?


Não existe um único exame capaz de diagnosticar anorgasmia.


A avaliação envolve compreender a história sexual, médica, psicológica e, quando pertinente, relacional da pessoa.


Algumas perguntas importantes são:


  • Você já teve orgasmo alguma vez?

  • Consegue ter orgasmo durante a masturbação?

  • Consegue ter orgasmo com um parceiro?

  • Que tipos de estímulo provocam prazer?

  • A dificuldade sempre existiu ou começou recentemente?

  • Houve alguma mudança quando a dificuldade apareceu?

  • Você utiliza medicamentos que podem interferir na função sexual?

  • Existe dor durante o sexo?

  • Como você se sente durante a atividade sexual?

  • Quais pensamentos costumam aparecer quando percebe que está demorando para atingir o orgasmo?

  • Existe vergonha, culpa ou medo relacionado ao prazer?

  • Como é a comunicação sexual com o parceiro?


A partir dessas informações, é possível compreender melhor o que está mantendo a dificuldade e quais estratégias podem ser mais adequadas.


Como tratar a anorgasmia?


O tratamento da anorgasmia depende das causas envolvidas. Por isso, não existe uma técnica única que funcione para todas as pessoas.


O acompanhamento pode envolver psicoterapia, terapia sexual, psicoeducação, exercícios de consciência corporal, exploração da sexualidade, trabalho com crenças e ansiedade, intervenção no relacionamento e avaliação médica, quando necessário.


Psicoeducação sexual


Conhecer o funcionamento da resposta sexual ajuda a diminuir expectativas irreais e a compreender que não existe uma única maneira de sentir prazer.


O objetivo não é transformar o orgasmo em uma obrigação, mas ampliar o conhecimento sobre o próprio corpo e criar condições mais favoráveis para que o prazer aconteça.


Exploração do próprio corpo


Para algumas pessoas, especialmente quando existe pouco conhecimento sobre as próprias sensações, aprender a identificar estímulos prazerosos pode ser uma etapa importante do tratamento.


A exploração é feita de forma gradual e individualizada, sem transformar o orgasmo em uma meta obrigatória.


Terapia sexual


A terapia sexual pode ajudar a trabalhar questões diretamente relacionadas à experiência sexual, como:


  • dificuldade para identificar o que proporciona prazer;

  • ansiedade durante o sexo;

  • vergonha do próprio corpo;

  • dificuldade para comunicar desejos;

  • medo de decepcionar o parceiro;

  • pensamentos que interrompem a excitação;

  • dificuldade de se permitir sentir prazer;

  • diferenças entre masturbação e sexo com o parceiro.


Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)


A Terapia Cognitivo-Comportamental para disfunções sexuais pode ajudar a identificar e modificar pensamentos, crenças e padrões comportamentais que contribuem para a dificuldade.


Em vez de simplesmente dizer "relaxe", o tratamento busca compreender por que é tão difícil relaxar, quais pensamentos aparecem e quais fatores fazem você se desconectar do próprio corpo.


Trabalho com o casal


Quando a dificuldade está relacionada à comunicação, à dinâmica sexual ou à pressão dentro da relação, intervenções voltadas ao casal podem ser importantes.


Aprender a falar sobre prazer, limites, desejos e necessidades pode transformar a experiência sexual em uma construção compartilhada, em vez de uma situação de cobrança.


Avaliação médica


Quando existem indícios de fatores hormonais, neurológicos, ginecológicos ou relacionados ao uso de medicamentos, a avaliação com médico — como ginecologista, urologista ou outro profissional adequado ao caso — pode fazer parte do tratamento.


Em algumas situações, a atuação integrada entre psicologia, sexologia e medicina é a melhor estratégia.


Anorgasmia tem cura?


É mais adequado falar em tratamento e melhora da anorgasmia do que prometer uma "cura" em todos os casos.


Muitas pessoas conseguem melhorar significativamente a capacidade de atingir o orgasmo quando os fatores envolvidos são identificados e trabalhados de maneira adequada.


Em outros casos, o tratamento pode ter como objetivo não apenas alcançar o orgasmo, mas também construir uma relação mais livre, consciente e satisfatória com a própria sexualidade.


O importante é entender que você não precisa se conformar com uma vida sexual que causa sofrimento.


Sessão de terapia sexual para tratamento da anorgasmia

Mitos e verdades sobre anorgasmia


"Se eu nunca tive um orgasmo, existe algo errado com meu corpo."

Mito. A dificuldade para atingir o orgasmo pode estar relacionada a diversos fatores, e não significa automaticamente que exista um problema físico.


"É só relaxar."

Mito. Relaxamento pode favorecer a experiência sexual, mas dizer simplesmente para alguém "relaxar" não explica por que ela está tendo dificuldade. Ansiedade, crenças, desconhecimento corporal, experiências anteriores e outros fatores podem estar envolvidos.


"Se consigo ter orgasmo sozinha, deveria conseguir com meu parceiro."

Mito. A resposta sexual pode variar conforme a situação, o tipo de estímulo e o contexto emocional. Conseguir ter orgasmo sozinha e não com o parceiro não significa que exista necessariamente um problema.


"Não ter orgasmo com penetração significa que tenho anorgasmia."

Mito. Muitas mulheres precisam de estimulação do clitóris para atingir o orgasmo. Não ter orgasmo exclusivamente com penetração não caracteriza, por si só, uma disfunção sexual.


"Antidepressivos podem dificultar o orgasmo."

Verdade. Alguns medicamentos, especialmente determinados antidepressivos, podem interferir na função sexual e dificultar o orgasmo. Qualquer alteração na medicação deve ser discutida com o médico responsável.


Quando procurar ajuda para a dificuldade de atingir o orgasmo?


Você pode se beneficiar de uma avaliação profissional se:


  • nunca conseguiu ter um orgasmo e gostaria de conseguir;

  • já teve orgasmos, mas deixou de conseguir;

  • consegue atingir o orgasmo sozinha, mas não com o parceiro;

  • precisa de muito tempo ou de uma estimulação específica e isso gera sofrimento;

  • sente ansiedade ou pressão durante o sexo;

  • evita relações sexuais por medo de não conseguir chegar ao orgasmo;

  • sente vergonha ou culpa em relação ao prazer;

  • tem dificuldade para entender o que proporciona prazer ao seu corpo;

  • percebe que medicamentos, alterações hormonais ou outras mudanças podem ter relação com o problema.


Você não precisa esperar que a dificuldade desapareça sozinha.


Tratamento para anorgasmia: um espaço para entender o seu corpo e a sua sexualidade


Ter dificuldade para atingir o orgasmo não significa que você seja "fria", que seu corpo não funcione ou que exista algo errado com você.


E você não precisa aprender a "performar melhor" para conseguir sentir prazer.


O tratamento começa justamente por compreender a sua história, o seu corpo, a sua forma de sentir prazer e os fatores que podem estar interferindo na sua resposta sexual.


Na psicoterapia e na sexologia clínica, o objetivo não é pressioná-la a atingir o orgasmo.


É ajudá-la a compreender o que está acontecendo e, quando possível, construir uma relação mais segura, consciente e prazerosa com a própria sexualidade.


Para mais dicas sobre como cultivar uma sexualidade mais saudável no dia a dia, veja também nossos princípios para uma vida sexual plena.


Entre em contato e agende uma consulta. Atendimento 100% online, em português, para pacientes no Brasil e no mundo todo.


Perguntas frequentes sobre anorgasmia


O que é anorgasmia?

Anorgasmia é a dificuldade persistente ou recorrente para atingir o orgasmo, quando isso causa sofrimento ou incômodo. Ela pode acontecer de diferentes formas e ter diferentes causas.


Por que não consigo ter orgasmo?

A dificuldade pode estar relacionada a fatores psicológicos, relacionais, físicos, hormonais, medicamentosos ou à combinação de vários deles. Por isso, uma avaliação individualizada é importante.


É possível ter prazer e não conseguir chegar ao orgasmo?

Sim. É possível sentir desejo, excitação e prazer durante a atividade sexual e, ainda assim, apresentar dificuldade para atingir o orgasmo.


É normal não conseguir gozar durante a penetração?

Sim. Especialmente entre mulheres, o orgasmo não precisa acontecer durante a penetração. A estimulação do clitóris é importante para muitas mulheres.


Por que consigo ter orgasmo sozinha, mas não com meu parceiro?

Isso pode acontecer por diferenças no tipo de estímulo, falta de comunicação, ansiedade, pressão por desempenho ou outros fatores. Essa diferença não significa necessariamente falta de desejo ou atração pelo parceiro.


Antidepressivos podem causar dificuldade para atingir o orgasmo?

Sim. Alguns antidepressivos podem interferir na função sexual. Se você percebeu uma mudança depois de iniciar ou alterar uma medicação, converse com o médico responsável.


Anorgasmia é o mesmo que baixa libido?

Não. São questões diferentes, embora possam coexistir: a baixa libido é a falta de desejo pela atividade sexual, enquanto a anorgasmia é a dificuldade em atingir o orgasmo mesmo quando existe desejo e excitação. É possível ter desejo e prazer, mas ainda assim ter dificuldade para chegar ao clímax.


Qual profissional trata a anorgasmia?

Dependendo da causa, o tratamento pode envolver psicólogo especializado em sexualidade, sexólogo, ginecologista, urologista ou outros profissionais da saúde. Em muitos casos, uma abordagem integrada é indicada.


Anorgasmia tem tratamento?

Sim. A dificuldade para atingir o orgasmo pode ser tratada, mas a abordagem depende das causas e das características de cada pessoa.


Como tratar a anorgasmia feminina?

O tratamento pode envolver terapia sexual, psicoterapia, TCC, psicoeducação, exploração corporal, trabalho com ansiedade e crenças relacionadas ao prazer e, quando necessário, avaliação médica.


Você não precisa continuar vivendo o sexo como uma cobrança


Se toda relação sexual termina com a sensação de "de novo eu não consegui", talvez seja hora de olhar para essa dificuldade de outra maneira.


O orgasmo não deveria ser uma prova de desempenho.


Com acompanhamento adequado, é possível compreender melhor o próprio corpo, identificar o que está dificultando a resposta sexual e construir uma relação mais livre e satisfatória com o prazer.


Se você tem dificuldade para atingir o orgasmo e isso tem afetado sua autoestima, sua vida sexual ou seu relacionamento, procure ajuda profissional.


Entre em contato e agende uma consulta. Atendimento 100% online, em português, para pacientes no Brasil e no mundo todo.


Referências


  • American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: DSM-5. 5th ed. Washington, DC: American Psychiatric Association, 2013.

  • Meston, C. M., Hull, E., Levin, R. J., & Sipski, M. Disorders of orgasm in women. The Journal of Sexual Medicine, 2004.

  • American College of Obstetricians and Gynecologists. Female sexual dysfunction and related clinical guidance.

  • International Society for the Study of Women's Sexual Health (ISSWSH). Clinical resources and guidance on female sexual dysfunction.

 
 
 

Comentários


site-carolina-braz-2-edited.png.webp

CRP 04/51243

ENTRE EM CONTATO

(+55) 31 97120-0989

Atendimento 100% online, em português, para pacientes no Brasil e no mundo todo.

bottom of page